sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Amor Avassalador - Capítulo 6


                                                     (Miranda e Juan quase se beijam)


Cena 39. Miranda e Juan. (Instituição, á sós numa sala).

Miranda: Entra!

Juan: Oi. Eu posso falar com você?

Miranda: Você? O que faz aqui?

Juan: Eu venho aqui às vezes visitar as crianças e soube que você também os ajuda.

Miranda: Sim eu os ajudo, mas o que você quer comigo? Eu não estou com ânimo para ser ofendida, não hoje. Eu te imploro! Por favor! Deixe-me sozinha.

Juan: Eu não vim até aqui para ofendê-la ao contrário; depois que eu soube que você ajuda essas crianças com câncer eu vim te implorar que me perdoe. Eu sabia que você era uma boa pessoa, mas estava cego com tudo o que estava acontecendo comigo e nem dei tempo para lhe ouvir. Assim que a vi pela primeira vez me senti diferente e...

Miranda: Você não precisa me implorar nada. Todo mundo erra e com você não poderia ser diferente.

Juan: Você está chorando?

Miranda: Eu sou assim mesmo, uma manteiga derretida. Eu fiquei com dó das crianças.

Juan: Eu te compreendo. A primeira vez eu também fiquei com o coração apertado e a garganta seca, mas me segurei para não passar minha angustia para elas. E depois vindo mais vezes aqui pude perceber que elas são felizes e mais fortes do que a gente imagina. A vida é assim cheia de sofrimento, mas temos que tentar sermos fortes e seguir em frente.

Miranda: Você é muito seguro e passa muita segurança. 

Juan: E você é frágil! Eu sinto vontade de te proteger e acolhê-la em meus braços.

Miranda (Narrando): Juan se aproximou lentamente de mim, levou a mão até meu rosto e acariciou. Nossos olhos ardendo de paixão e brilhando como as estrelas. Ele me abraçou apertado, eu senti seu perfume, passei meus lábios ao redor de sua boca e quando abrimos um pouco nossas bocas para nos beijarmos alguém bateu na porta, nos afastamos rapidamente e a assistente Brenda logo entrou.

(Tema – James Ingram e Dolly Parton- The Day I Fall In Love)

Brenda: Olá! Você está melhor, Miranda? (Dando umas olhadas para o Juan).

Miranda: Sim e já estou indo embora.

Juan: Eu vou sentir a sua falta.

Miranda: Eu mais.

Miranda (Narrando) Retirei-me da sala e foi como uma força maior me puxasse para trás e meus passos eram lentos e por fim saí e passei por onde estavam as crianças e antes de ir embora dei um abraço bem apertado em uma delas e o Juan da porta me observando abriu um belo e longo sorriso.


Cena 40. Miranda e Bárbara no carro indo para casa (De tardezinha).

Bárbara: Você parece está mais contente agora. O que houve?

Miranda: Eu e o Juan quase nos beijamos.

Bárbara: Ata! Então o toque que eu dei nele valeu a pena.

Miranda: Eu sabia que tinha sua mão nisso. Valeu amiga por me ajudar com ele.

Cena 31. Apartamento do Alonso (Noite).

Alonso: Vocês então se acertaram?

Juan: Sim, mas quando estávamos quase nos beijando a assistente entrou e nos atrapalhou. Eu estou amando a Miranda e agora estou decidido a lutar por esse amor.

Alonso: Isso já estava estampado nos seus olhos desde quando você começou a falar nela.

Juan: E você não está interessado em ninguém?

Alonso: Na verdade aquela amiga da Miranda mexeu comigo.

Juan: Quem a Bárbara?

Alonso: Não aquela outra que é metida e arrogante, mas é muito bela.

Juan: A Letícia?

Alonso: Essa mesma.

Juan: Porque logo ela?

Alonso: Você sabe muito bem que não mandamos no coração. E eu vou investir nela e vou conquistá-la seja como for.

Cena 32. Álvaro ligando para o detetive Marcos (No escritório do Shopping).

Álvaro: Então quer dizer que aquela velha maldita está aqui no Rio?

Marcos: Sim, Doutor! E por coincidência aqui mesmo em Copacabana, mas eu ainda não sei em qual região ela está se escondendo. Eu investiguei e descobri que ela não estava morta coisa nenhuma, a que morreu contou tudo para ela antes.

Álvaro: Está certo continue me mantendo informado. Eu tenho que dá um jeito nessa velha antes que ela abra o bico para alguém e me apareça um bastardo exigindo herança a essa altura da minha vida.

Marcos: Ok, senhor!

Cena 33. Casa da Vovó Dolores (Bruna e Vovó Dolores na sala).

Bruna: O que há com a senhora hoje, vovó?

Vovó Dolores: Nada minha filha. Eu só estou com um mau pressentimento. Eu sinto que algo muito ruim irá acontecer.

Bruna: Que isso vovó, a senhora tá cansada de tanto lavar roupas é só isso, porque a senhora não vai se deitar?

Vovó Dolores: Eu não estou cansada nada, eu já me acostumei a lavar e passar roupas é tantos anos que eu faço isso. Eu estou mesmo com um mau pressentimento.

Bruna: Venha cá vovó! Me da um abraço.

Vovó Dolores: Minha neta querida só você mesma para me tranquilizar.

Cena 34. Bárbara e Fernando (No carro dele voltando de uma balada).

Bárbara: Você me faz tão bem.

Fernando: Eu digo o mesmo de você. Nós nos completamos em tudo.

Bárbara: Quase tudo, porque nós temos atração um pelo outro. No entanto, não existe amor de ambas as partes.

Fernando: Mais existe o respeito. Eu não te respeito?

Bárbara: É claro que me respeita. E também não estou te cobrando nada, eu sei que você sai com várias garotas. Eu só lhe peço que se proteja assim como nós fazemos.

Fernando: Com isso você não precisa se preocupar, pois eu uso camisinha em todas as minhas relações.

Bárbara: Vamos transar aqui no carro?

Fernando: Mas nós acabamos de transar no banheiro da boate, eu preciso repor minhas energias. Meu amigo aqui não é o homem de aço. (Sorriu).

Bárbara (Narrando) Mesmo o Fernando dizendo que estava cansado eu passei a mão na perna dele e fui até sua parte íntima e ele se animou e parou o carro no encostamento. Começamos a transar dentro do carro loucamente. Fomos para o banco traseiro e ele sentou e depois eu sentei em cima dele e gememos de prazer e suamos tanto que o vidro ficou todo embaçado.


Cena 35. Mansão Key (Domingo pela manhã).

Álvaro: O que você vai fazer hoje minha filha?

Miranda: Sei lá pai. Eu acho que vou ir bater perna pelas calçadas de Copa. Por quê?

Álvaro: É que eu e sua mãe estamos pensando em ir almoçar fora. Você quer vir com a gente?

Micaela: É filha. Faz um tempão que não saimos eu você e seu pai.

Miranda: Pode ser, mas depois eu vou me encontrar com minhas amigas e terminar esse domingão lindo, com esse sol maravilhoso com elas.

Álvaro: Não tem problema algum.

Micaela: Coloca uma roupa bem bonita filha.

Miranda: Tá mãe! Eu vou colocar.

Cena 36. Apartamento do Alonso.

Alonso: Porra! Eu não acredito que você aceitou o serviço naquele restaurante de garçom pra hoje.

Juan: E porque não, nós estamos precisando de grana e domingo pra pobre é como se fosse um dia normal da semana, apareceu serviço não podemos recusar.

Alonso: Eu já estou cheio dessa vida de pobre que levamos. Bem que eu queria ser rico, ou melhor, milionário.

Juan: Sonhar não custa nada, mas eu não me importo em correr atrás com sacrifício, eu não me imagino rico e tendo tudo fácil.

Alonso: Ás vezes eu acho que você não bate bem, só pode.

Juan: Vamos?

Alonso: Fazer o que, não é? Eu só vou porque eu tenho que dá um carrinho para um menino lá da instituição. Quando eu ficar rico irei ajudá-los com grana a todos eles.

Juan: Pensando por se lado, se eu ficasse rico com certeza eu ia ajudá-los ainda mais.

Alonso: É vamos deixar para sonhar na volta e vamos partir para o serviço.


Cena 37. Restaurante (À tarde).

Miranda (Narrando) Como eu havia aceitado ir almoçar num restaurante com meus pais cumpri e fui. Assim que chegamos pedimos uma mesa e nos sentamos o gerente veio nos atender e deixou a carta de pedidos conosco.

Álvaro: O que você vai pedir meu amor?

Micaela: Eu não sei, mas quero uma comida leve e que não engorde.

Miranda: Ai mãe! A senhora pode comer o que quiser que vai continuar sempre linda!

Cena 38. Na cozinha do restaurante.

Alonso: Nossa! Esse restaurante é bem chique.

Juan: Sim é um dos melhores da cidade. Só vem gente da grana.

Alonso: Cara aquela não é a Miranda? 

Juan: É ela mesma.

Alonso: Eu não vou atender aquela mesa lá não. Eu não suporto os pais dela.

Juan: Eu também não e eu tenho motivos, mas você?

Alonso: Por isso mesmo por você, o que ele fez com você. E eu não sei não fui com a cara dele.

Juan: Tudo bem! Eu vou.

Juan (Narrando) Quando fui chamado, não tive como escapar e me aproximei da mesa onde encontrava Miranda e seus pais. Meu coração parecia que ia sair pela boca, mas fui firme.

Juan: Olá, boa tarde! Vocês já escolheram o que vão pedir?

Miranda: Juan? (Surpresa).

Álvaro: Eu não acredito que esse petulante está trabalhando aqui.

Miranda: Pai, por favor! 

Micaela: É uma afronta. Eu vou chamar o gerente agora mesmo.

Juan: Eu só estou fazendo o meu serviço, mas se vocês preferirem eu chamo outro garçom para atender a realeza.

Miranda (Sorri).

Micaela: Como é abusado.

Álvaro: Então faça o seguinte chama outro garçom imediatamente viu rapaz.

Juan: Com licença! Boa tarde, Miranda! Tenha um ótimo almoço.

Miranda: Boa tarde!  Obrigada, Juan! (Sorrindo).

Micaela: Miranda?

Miranda: O que foi? Eu só estou sendo educada.

Juan (Narrando) Eu e a Miranda não conseguíamos para de nos olhar, me retirei e pedi para o Alonso ir atendê-los. 

Alonso: Oi, boa tarde! O que vocês desejam?

Miranda: Oi Alonso! Pra mim você pode trazer uma salada e um suco de pitanga, Obrigada!

Alonso: Olá, Miranda! Pode deixar Miranda eu já trago. E o senhor e a senhora?

Micaela: Traz um prato bem leve, com arroz integral, uma saladinha e carne branca.

Álvaro: Pra mim você pode trazer o mesmo.

Alonso: Eu já venho, com licença.

Álvaro (Em pensamento) Esse rapaz lembra muito eu quando tinha essa idade. Não é possível, seria muita coincidência.

Miranda: O que foi pai? Parece que viu um fantasma.

Álvaro: Não foi nada. Eu estava pensando que tenho que resolver um problema no escritório e vou ter que ir agora.

Micaela: Mas Álvaro? Come pelo menos um pouco. Nem no domingo você deixa de trabalhar.

Álvaro: Eu não posso meu amor. Eu vou de táxi e vou deixar o carro para vocês voltarem pra casa, pois vocês vieram comigo no meu carro e eu não vou deixá-las voltarem de táxi. (Se retira) e Alonso (Chega com os pedidos).

Alonso: Ué e o seu pai Miranda?

Miranda: Ele teve que ir, mas pode nos servir. Obrigada!

Alonso: De nada é o meu serviço.

Micaela: Agora você pode se retirar.

Cena 39. Álvaro no táxi telefonando para o detetive Marcos.

Álvaro: Você já tem mais alguma novidade?

Marcos: Não senhor. Eu ainda estou investigando.

Álvaro: Você pode deixar esse assunto um pouco de lado. Quero que você investigue um rapaz. O nome dele é Alonso.

Marcos: É só isso que o senhor sabe a respeito do rapaz?

Álvaro: Eu sei que ele é amigo de outro rapaz muito petulante e abusado, tal de Juan.

Marcos: Está certo, eu vou começar hoje mesmo e logo mais já te dou alguma informação sobre o rapaz.

Cena 40. Na cozinha do restaurante.

Juan: Eu preciso que você me faça um favor.

Alonso: Que favor?

Juan: Eu escrevi um bilhete para a Miranda e preciso que você a entregue, mas não deixe a mãe dela ver.

Alonso: Ah! Isso para mim é moleza.

Alonso (Narrando): Pequei o bilhete e cheguei perto da mesa onde Miranda estava almoçando com sua mãe. Perguntei se elas queriam mais alguma coisa, mas eu estava perto da Miranda e deixei o bilhete cair no chão e dei um sinal com a garganta, Miranda percebeu e deixou um talher cair e pegou o bilhete sem que sua mãe visse.

Micaela: Não meu querido, nós não vamos querer mais nada. Vamos embora Miranda?

Miranda: Vamos sim mãe! Obrigada viu Alonso. Mas mãe a senhora pode ir. Lembra que mais cedo eu falei que ia encontrar com as meninas na praia? Então daqui eu vou pra lá.

Micaela: Tudo bem! Eu vou e você toma cuidado, essa cidade é perigosa.

Miranda: Eu vou tomar. Tchau mãe!

Alonso (Narrando): Quando as duas saíram avisei o Juan que a mãe da Miranda ia embora pra casa e a Miranda ia se encontrar com as amigas na praia. Juan não perdeu tempo e saiu em seguida.


Será que Miranda irá se encontrar com as amigas ou atenderá ao pedido do Juan e vai se encontrar com ele? (Continua...).


quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Mudança de Coração




 

Episódio 7x01


                                                    (Charles encontra com sua amante)


Cena 019: Charles chega pela manhã no colégio e entra no estacionamento do colégio com seu carro e ali ele fica esperando por alguns minutos. Ele começa a escutar passos vindos a sua direção;

— Oi meu amor!Bom dia! — disse a amante ao entrar no carro e bater a porta.

— Bom dia! Eu estava morrendo de saudades! — Charles responde e vai para beijá-la.

— Não! Primeiro diga-me se você terminou com sua mulher. — ela desvia o rosto.

— Ainda não, mas...

— Enquanto você não por um fim nesse seu casamento monótono e de aparências eu não irei mais te encontrar. Quando você resolver isso como um homem você me procura e nem pense em revelar para alguém que eu sou sua amante. — a amante se retira do carro e vai para a área do colégio.

— Mais eu vou resolver, espera um momento... Por favor! — suplica Charles já envolvido pela misteriosa amante. (Tema Feel Again - OneRepublic)


Cena 020: Corredores do colégio, Melanie e Jesse ficam se olhando fixamente e se aproximam lentamente ambas com sensualidade e mistérios pairam no ar;

— Olá, aluna nova!  — dispara Jesse.

— Oi Jesse!

— Você está atrasada onde você estava? 

— Eu estava estudando na biblioteca, mas você também esta atrasada. — mesmo com anseio Melanie responde.

— Eu posso me atrasar, afinal eu estudo aqui mais tempo que você, aluna nova.  — Jesse fica furiosa com o comentário e se retira e entra na sala aborrecida.

— Desculpas! Eu não queria te confrontar, mas... — Melanie se arrepende de tê-la confrontada e entra logo em seguida.


Cena 021: Na mansão Victoria revira as roupas do marido. (No quarto do casal). Vestida ainda com seu baby doll.

— Eu tenho que encontrar algum vestígio que aquele crápula esta me traindo.  Victoria pega um paletó no guarda- roupas e se senta na cama. — Tem um cheiro de perfume aqui e é de mulher. — Ao enfiar a mão num dos bolsos do paletó Victoria encontra um número de telefone, ela corre para o telefone no corredor e liga para o número que só dá caixa postal. (Tema Yanni- Love Is All)


Continua...


Amor Avassalador - Capítulo 5


 


                                            (Vovó Dolores conta um segredo à neta Bruna)


Cena 29. Casa da Vovó Dolores. (Dia seguinte à praia).

Bruna: Vovó Dolores?

Vovó Dolores: O que foi minha neta?

Bruna: Aquele homem não sabe mesmo que estamos morando aqui né?

Vovó Dolores: Não filha, ele não vai me perseguir mais. Para ele eu ainda moro no interior. Eu pedi para nossos vizinhos falarem que eu havia morrido e ele nem sabe mais onde eu moro, pois para ele eu estou morta e muito bem enterrada.

Bruna: É que eu fico preocupada com a senhora. Que segredo é esse que a senhora sabe sobre ele?

Vovó Dolores: Eu não posso revelar. Você estaria correndo um grande risco.

Bruna: A senhora pode falar, vovó. Eu nem sei mesmo quem é esse homem. Eu só sei o que a senhora sempre me contou que ele namorava uma amiga sua há muitos anos atrás e que quando ela engravidou, ele já estava de casamento marcado com outra e queria que ela tirasse a criança.

Vovó Dolores: Sim filha! Ele era rico e não podia casar-se com uma mulher pobre, mas mesmo assim essa minha amiga teve o bebê, um menino lindo. 

Bruna: E o pai da criança?

Vovó Dolores: Esse sumiu por um tempo e depois voltou e descobriu que ela não tinha feito o aborto e que queria dizer para a mulher dele que tinha um filho dele. E por ela querer colocá-lo contra a parede aconteceu uma tragédia.

Bruna: Conta-me mais, vai vovó.

Vovó Dolores: Ele havia tido uma filha e não queria estragar sua vida com a mulher que era rica e muito poderosa. Então ele fingiu que ia assumir o filho com essa minha amiga, mas era tudo mentira. Um dia ele a levou para viajar e nunca mais a vimos e o bebê ficou aqui com essa vizinha que me contou a história.

Bruna: Que triste! Mais depois de tantos anos ninguém nunca soube dela mesmo?

Vovó Dolores: Não filha! Depois acharam um corpo de mulher morta num desses motéis baratos e era o corpo dela, fizeram a necropsia e comprovaram que era ela e que tinha sido envenenada. Mas não descobriu quem a envenenou, mas nós sabemos que foi ele, mas nunca foi comprovado nada e o caso foi arquivado.

Bruna: E a senhora sabe onde está o bebê? Ele agora já deve ser um rapaz.

Vovó Dolores: Eu conheci o bebê ainda recém- nascido, quem eu conhecia mesmo era só a mãe dele e essa vizinha que cuidou do bebê e me contou toda a história em seu leito de morte, o pai dele também eu o via quando ele aparecia lá no interior, um homem chique, arrogante e muito mal. Depois que essa vizinha morreu ele apareceu lá e como eu era muito amiga dela fiquei na mira dele. Mas aqui na cidade grande vai ser difícil dele me achar e tentar fazer algum mal pra mim, mas se ele aparecer eu o coloco para correr a poder de vassouradas. (Risos). 

Bruna: Essa história é parecida com a de um amigo meu. Qualquer dia o vou trazer ele aqui pra senhora o conhecer.

Vovó Dolores: Traga sim minha netinha linda! Eu te amo e se alguma coisa me acontecer eu quero que você tome cuidado, pois esse homem é o diabo na terra.

Bruna: Eu também te amo vovó, mas pode ficar sossegada que nada de mal vai te acontecer. Eu vou protegê-la seja como for.


Cena 30.  Miranda e Bárbara no Shopping Key tomando sorvete (À tarde).

Bárbara: Eu sei que você me disse que está mesmo gostando do Juan, mas como você vai fazer para ficar com ele?

Miranda: Eu não sei primeiro porque ele me acha uma patricinha e segundo, meus pais jamais aceitariam que eu me relacionasse com alguém da classe dele.

Bárbara: Eu não queria estar na sua pele por nada.

Miranda: Mas eu vou arrumar um jeito e vou lutar por esse amor. É o primeiro amor da minha vida e sei que será o último.

Bárbara: Ainda bem que eu e o Fernando nos curtimos, mas não tem essa de amor sabe? Querer ficar o tempo todo um do lado do outro. Nossa relação é mais pele.

Miranda: É amiga! Eu estou realmente apaixonada por ele.


Cena 31. Alonso e Juan trabalhando como entregador de folhetos. (Na saída do Shopping).

Alonso: Cara! Esses nossos bicos não estão rendendo não, nem na oficina eu estou tirando um bom lucro. Temos que arrumar um serviço que paga mais.

Juan: Eu fiz um curso de segurança e tenho também o diploma de professor de teatro. Você tem algum curso?

Alonso: Eu tenho só tenho de mecânico mesmo.

Juan: Eu estava pensando em a gente espalhar nossos currículos por aí? O que você acha?

Alonso: É uma excelente ideia. Que tal deixarmos alguns aqui no shopping?

Juan: Se eu não me esbarrar com o dono pra mim está valendo.

Alonso: Ok. Quem sabe não temos sorte e começamos a trabalhar aqui e ganhar bem.

Juan (Narrando) Eu e o Alonso começamos a andar pelo shopping entregando os folhetos, algumas pessoas pegavam outras nem olhavam em nosso rosto. Depois a Bruna chegou atrasada e se juntou a nós.

Juan: Eu pensei que você não ia vir.

Bruna: Desculpa gente. Eu estava conversando com minha vozinha e me atrasei, mas eu não poderia deixar de vir, essa grana é para eu ajudar minha avó em casa.

Alonso: Manda um beijo pra sua vozinha. E quando você vai nos levar para conhecê-la?

Bruna: Quando vocês quiserem, eu até comentei com ela hoje. E ela me contou uma história, Alonso! Muito parecida com a sua.

Alonso: É mesmo? Agora eu fiquei curioso. Quero ir lá o mais rápido possível.

Juan: Vamos acabar de entregar esses folhetos que ainda tem bastante.


Cena 32. Miranda deixa Bárbara sentada tomando sorvete e sai para ir ao banheiro. (Shopping).

Miranda: Eu vou ao banheiro e já volto.

Bárbara: Vai lá.

Miranda (Narrando) Eu fui ao banheiro e fiz o que tinha pra fazer e voltando de cabeça baixa e distraída dei um esbarrão no Juan. Nossos olhos se fixaram um no outro e ficamos parados no meio do shopping nos olhando.

Miranda: Desculpa!

Juan: Não foi nada a culpa foi minha eu estava distraído e nem percebi que você vinha em minha direção.

Miranda: Você está bem?

Juan: Sim eu estou muito bem e você?

Miranda: Eu queria te esclarecer uma coisa.

Juan: Miranda! Eu acho melhor você não falar nada. Sempre quando nos encontramos acontece alguma ofensa e acabamos brigando e eu não quero brigar.

Miranda: Você tem razão. (Sorrir).

Juan: Eu posso te fazer uma pergunta?

Miranda: Pode.

Juan: Aquele rapaz da praia é o seu namorado?

Miranda: Não é... (Uma voz a chama e se aproxima).

Micaela: Minha filha? O que você faz aqui e com esse rapaz? 

Miranda: Mãe?! Eu estava pegando um folheto com ele é só isso. (Sem jeito e com o rosto avermelhado).

Juan: É isso mesmo senhora, ela só estava pegando um folheto comigo. (Decepcionado).

Micaela: Mais você não precisa ficar pegando esses tipos de folhetos por aí. Dê-me aqui deixe- me ver do que é isso. De loja de construção?

Juan: Fui eu quem lhe entreguei, eu acho que ela nem imaginava do que se tratava. Á deus Miranda. (Se retirou se sentindo mal).

Miranda: Á deus, Juan.

Micaela: Eu não quero te ver novamente com aquele pobre. Vamos embora pra casa.

Miranda: Vamos, mas antes eu tenho que chamar a Bárbara.

Micaela: Vai lá eu vou ficar te esperando no carro.


Cena 33. Juan (Em pensamento) Porque ela pelo menos não disse que era minha amiga. Eu vou desistir desse sentimento e seguir minha vida.


Bruna: Já entregamos quase tudo, já podemos ir embora agora.

Alonso: Onde você estava Juan?

Juan: Eu tinha ido entregar para aquele lado do shopping.

Bruna: Você está bem? Está com uma cara.

Juan: Eu estou com a cara de sempre.


Cena 34. Uma semana depois. (Mansão key)

Miranda e seus pais jantando. 

Micaela: Falta pouco para a sua formatura. Você vai querer dá uma festa?

Miranda: Eu não me decidi ainda, mãe.

Álvaro: Mais é claro que tem que fazer uma bela festa. Não é todo dia que se forma não.

Micaela: Eu também acho que você tem sim que fazer uma festa pra comemorar essa sua conquista, filha.

Miranda: Eu já disse que ainda estou decidindo que saco. (Se retirou estressada e subiu para quarto).

Miranda (Narrando) Subi para meu quarto e me deitei, eu estava triste e decepcionada comigo mesma por mentir da última vez que estive com o Juan e não dizer que nós éramos pelo menos amigos, talvez minha mãe aceitasse nossa amizade, daí ia ficar mais fácil da gente ficar juntos. Uma semana indo e voltando da faculdade e saindo com minhas amigas e não o vi mais. Já sentia a falta dele.


Cena 35. Casa da Vovó Dolores (Ainda noite).

Bruna: Vovó eu trouxe meus amigos para a senhora conhecer.

Vovó Dolores: Oi rapazes! Entre e fique á vontade, a casa é de vocês.

Juan: Obrigado vovó Dolores!

Alonso: Olá, vovó Dolores! Como vai a senhora? A sua neta fala muito bem da senhora.

Vovó Dolores: Eu vou bem, meu filho! Essa minha neta é tudo na minha vida.

Bruna: Viram como ela é um amor.

Alonso: Então vovó, a Bruna, me contou que a senhora falou com ela sobre uma história aí e que parece com a minha.

Vovó Dolores: É meu filho contei sim, mas eu não sei se tem haver com você. Mais me conta sua infância. Quem sabe eu não possa te esclarecer alguma coisa.

Alonso (Narrando) Eu contei minha vida para a vovó Dolores e depois ela contou á história que ela sabia. E sim era mesmo a história da minha vida mais com mais detalhes e mistérios. Fiquei muito triste em saber que o homem que é meu pai é o principal suspeito de tê-la envenenado.

Bruna: Eu sinto muito Alonso dessa triste e cruel história ser a sua.

Juan: Eu também sinto, mas quero que saiba que você pode contar comigo para descobrir quem é esse homem.

Alonso: Vovó! Se a senhora o vê o reconheceria?

Vovó Dolores: Meu filho! Eu estou velha, mas não estou cega e nem caduca. É lógico que sim. Ele com certeza deve esta muito mais velho agora. Mais a face de mal dele é inconfundível.

Alonso: E a senhora não sabe nem o nome dele?

Vovó Dolores: Eu não sou cega, mas também não sou uma máquina. O nome dele eu sabia mais me esqueci. Eu só conseguirei- me quando o ver face a face.

Bruna: Isso será impossível, pois só pelas características que a senhora falou não serve.

Juan: Sei lá vai que ele seja famoso e apareça em revistas, programas de tv?

Vovó Dolores: Quase que o nome dele veio á minha memória, ai quase. Minha mente já não é mais a mesma de alguns anos atrás, meus filhos!

Bruna: Não se esforce vovó. Quando a senhora menos esperar você vai lembrar.

Alonso: A sua neta tem razão. Eu não quero que a senhora se esforce demais.

Juan: É vovó. Já está ficando tarde, nós já vamos. Boa noite Vovó Dolores.

Vovó Dolores: Vão com Deus e boa noite, meus jovens!

Bruna: Até amanhã! Oh! Amanhã temos que visitar a instituição bem cedo hein!

Juan: Não me esqueci, estaremos lá. Tchau!


Cena 36. Dia seguinte (Faculdade Leopoldo Goulart) Pela manhã.

Miranda: Eu estava pensando em faltar á faculdade e ir á instituição. O que vocês acham meninas?

Letícia: Só se você for com a Bárbara ou sozinha. Eu jamais colocaria os meus pés lá.

Bárbara: Quer saber! Eu vou com você. Vamos aproveitar que nenhum professor nos viu e ir logo.

Miranda: Sim vamos. E só espero não me emocionar.

Bárbara: Eu vou estar com você e não fica pensando nisso. Caso precise meu ombro é todos eu amiga.

Letícia: É vão logo! 


Cena 37. Instituição de crianças com câncer.

Juan: Chegamos. Vocês trouxeram os brinquedos?

Bruna: Sim está tudo aqui na sacola.

Alonso: Eles vão adorar nossos presentinhos.

Juan (Narrando) Quando chegamos para visitar as crianças elas ficaram muito felizes, logo mostramos os brinquedos e dividimos entre elas. Elas começaram a brincar com bonecas, outros com carrinhos e bolas. É tudo brinquedo barato, mas elas nem se importaram.

Cena 38. Miranda e Bárbara chegam á instituição (Com brinquedos e outros mimos).

Miranda: Ainda bem que nós decidimos vir cedo. Deu tempo de comprar essas coisas para as crianças. Eu estou muito ansiosa é a primeira vez que eu venho aqui.

Bárbara: Você não precisa ficar nervosa. São crianças normais, apenas estão passando por um momento difícil e doloroso de suas vidas.

Miranda (Narrando) Eu e a Bárbara entramos e começamos a dá os presentes para as crianças, eu fiquei com os olhos cheios de lágrimas em vê-las carecas e com um semblante triste. Bárbara percebeu que eu estava emocionada e pediu a uma assistente para eu ficar numa sala vazia e eu fui.

Miranda: Bárbara você é um amor de pessoa, eu te adoro. Você é minha melhor amiga.

Bárbara: Você quer que eu vá com você?

Miranda: Não eu preciso ficar um pouco sozinha. (Começando a chorar).

Bárbara (Narrando) Miranda foi para essa sala vazia e eu continuei com as crianças e foi quando eu percebi o Juan e seus amigos. Eu me aproximei deles.

Bárbara: Oi Juan! Vocês aqui?

Juan: Olá! Você é amiga da Miranda, não é?

Bárbara: Sim sou.

Bruna: Nós quando podemos sempre aparecemos por aqui para alegrar a garotada.

Juan: E você o que faz aqui?

Bárbara: A Miranda ajuda essas crianças e hoje resolvemos vir aqui.

Alonso: Legal da parte dela.

Juan: É muito legal mesmo. Eu não imaginava que ela tinha um coração capaz de ajudar os outros.

Bárbara: Eu não entendo, a Miranda é a melhor pessoa do mundo.

Juan: Você tem certeza?

Bárbara: Eu posso falar com você em particular, Juan?

Juan: É claro. (Se afastaram).

Bárbara: Você tem essa má impressão dela por causa do envelope que ela te entregou?

Juan: Não do envelope eu acredito que talvez ela não soubesse mesmo, mas depois eu fui á faculdade me declarar pra ela e descobri uma coisa que me fez mudar de ideia. Eu  me decepcionei muito com sua amiguinha.

Bárbara: Seja lá o que for é tudo mentira. Não é porque ela é minha amiga, mas ela é pura e tem um bom coração. Tanto que ela está triste aqui do lado nessa sala emocionada com o que ela viu aqui.

Juan: Será que eu me enganei e fui precipitado em julgá-la daquela maneira?

Bárbara: Vai até lá e mude isso. Eu sei que ela vai gostar de falar com você nesse momento.

Juan (Narrando) Depois da conversa esclarecedora que tive com a Bárbara não pensei duas vezes e fui até a sala onde Miranda se encontrava. Bati na porta de leve e entrei.


Será que dessa vez Juan e Miranda irão deixar o amor falar mais alto? (Continua...)