quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Amor Avassalador - Capítulo 5


 


                                            (Vovó Dolores conta um segredo à neta Bruna)


Cena 29. Casa da Vovó Dolores. (Dia seguinte à praia).

Bruna: Vovó Dolores?

Vovó Dolores: O que foi minha neta?

Bruna: Aquele homem não sabe mesmo que estamos morando aqui né?

Vovó Dolores: Não filha, ele não vai me perseguir mais. Para ele eu ainda moro no interior. Eu pedi para nossos vizinhos falarem que eu havia morrido e ele nem sabe mais onde eu moro, pois para ele eu estou morta e muito bem enterrada.

Bruna: É que eu fico preocupada com a senhora. Que segredo é esse que a senhora sabe sobre ele?

Vovó Dolores: Eu não posso revelar. Você estaria correndo um grande risco.

Bruna: A senhora pode falar, vovó. Eu nem sei mesmo quem é esse homem. Eu só sei o que a senhora sempre me contou que ele namorava uma amiga sua há muitos anos atrás e que quando ela engravidou, ele já estava de casamento marcado com outra e queria que ela tirasse a criança.

Vovó Dolores: Sim filha! Ele era rico e não podia casar-se com uma mulher pobre, mas mesmo assim essa minha amiga teve o bebê, um menino lindo. 

Bruna: E o pai da criança?

Vovó Dolores: Esse sumiu por um tempo e depois voltou e descobriu que ela não tinha feito o aborto e que queria dizer para a mulher dele que tinha um filho dele. E por ela querer colocá-lo contra a parede aconteceu uma tragédia.

Bruna: Conta-me mais, vai vovó.

Vovó Dolores: Ele havia tido uma filha e não queria estragar sua vida com a mulher que era rica e muito poderosa. Então ele fingiu que ia assumir o filho com essa minha amiga, mas era tudo mentira. Um dia ele a levou para viajar e nunca mais a vimos e o bebê ficou aqui com essa vizinha que me contou a história.

Bruna: Que triste! Mais depois de tantos anos ninguém nunca soube dela mesmo?

Vovó Dolores: Não filha! Depois acharam um corpo de mulher morta num desses motéis baratos e era o corpo dela, fizeram a necropsia e comprovaram que era ela e que tinha sido envenenada. Mas não descobriu quem a envenenou, mas nós sabemos que foi ele, mas nunca foi comprovado nada e o caso foi arquivado.

Bruna: E a senhora sabe onde está o bebê? Ele agora já deve ser um rapaz.

Vovó Dolores: Eu conheci o bebê ainda recém- nascido, quem eu conhecia mesmo era só a mãe dele e essa vizinha que cuidou do bebê e me contou toda a história em seu leito de morte, o pai dele também eu o via quando ele aparecia lá no interior, um homem chique, arrogante e muito mal. Depois que essa vizinha morreu ele apareceu lá e como eu era muito amiga dela fiquei na mira dele. Mas aqui na cidade grande vai ser difícil dele me achar e tentar fazer algum mal pra mim, mas se ele aparecer eu o coloco para correr a poder de vassouradas. (Risos). 

Bruna: Essa história é parecida com a de um amigo meu. Qualquer dia o vou trazer ele aqui pra senhora o conhecer.

Vovó Dolores: Traga sim minha netinha linda! Eu te amo e se alguma coisa me acontecer eu quero que você tome cuidado, pois esse homem é o diabo na terra.

Bruna: Eu também te amo vovó, mas pode ficar sossegada que nada de mal vai te acontecer. Eu vou protegê-la seja como for.


Cena 30.  Miranda e Bárbara no Shopping Key tomando sorvete (À tarde).

Bárbara: Eu sei que você me disse que está mesmo gostando do Juan, mas como você vai fazer para ficar com ele?

Miranda: Eu não sei primeiro porque ele me acha uma patricinha e segundo, meus pais jamais aceitariam que eu me relacionasse com alguém da classe dele.

Bárbara: Eu não queria estar na sua pele por nada.

Miranda: Mas eu vou arrumar um jeito e vou lutar por esse amor. É o primeiro amor da minha vida e sei que será o último.

Bárbara: Ainda bem que eu e o Fernando nos curtimos, mas não tem essa de amor sabe? Querer ficar o tempo todo um do lado do outro. Nossa relação é mais pele.

Miranda: É amiga! Eu estou realmente apaixonada por ele.


Cena 31. Alonso e Juan trabalhando como entregador de folhetos. (Na saída do Shopping).

Alonso: Cara! Esses nossos bicos não estão rendendo não, nem na oficina eu estou tirando um bom lucro. Temos que arrumar um serviço que paga mais.

Juan: Eu fiz um curso de segurança e tenho também o diploma de professor de teatro. Você tem algum curso?

Alonso: Eu tenho só tenho de mecânico mesmo.

Juan: Eu estava pensando em a gente espalhar nossos currículos por aí? O que você acha?

Alonso: É uma excelente ideia. Que tal deixarmos alguns aqui no shopping?

Juan: Se eu não me esbarrar com o dono pra mim está valendo.

Alonso: Ok. Quem sabe não temos sorte e começamos a trabalhar aqui e ganhar bem.

Juan (Narrando) Eu e o Alonso começamos a andar pelo shopping entregando os folhetos, algumas pessoas pegavam outras nem olhavam em nosso rosto. Depois a Bruna chegou atrasada e se juntou a nós.

Juan: Eu pensei que você não ia vir.

Bruna: Desculpa gente. Eu estava conversando com minha vozinha e me atrasei, mas eu não poderia deixar de vir, essa grana é para eu ajudar minha avó em casa.

Alonso: Manda um beijo pra sua vozinha. E quando você vai nos levar para conhecê-la?

Bruna: Quando vocês quiserem, eu até comentei com ela hoje. E ela me contou uma história, Alonso! Muito parecida com a sua.

Alonso: É mesmo? Agora eu fiquei curioso. Quero ir lá o mais rápido possível.

Juan: Vamos acabar de entregar esses folhetos que ainda tem bastante.


Cena 32. Miranda deixa Bárbara sentada tomando sorvete e sai para ir ao banheiro. (Shopping).

Miranda: Eu vou ao banheiro e já volto.

Bárbara: Vai lá.

Miranda (Narrando) Eu fui ao banheiro e fiz o que tinha pra fazer e voltando de cabeça baixa e distraída dei um esbarrão no Juan. Nossos olhos se fixaram um no outro e ficamos parados no meio do shopping nos olhando.

Miranda: Desculpa!

Juan: Não foi nada a culpa foi minha eu estava distraído e nem percebi que você vinha em minha direção.

Miranda: Você está bem?

Juan: Sim eu estou muito bem e você?

Miranda: Eu queria te esclarecer uma coisa.

Juan: Miranda! Eu acho melhor você não falar nada. Sempre quando nos encontramos acontece alguma ofensa e acabamos brigando e eu não quero brigar.

Miranda: Você tem razão. (Sorrir).

Juan: Eu posso te fazer uma pergunta?

Miranda: Pode.

Juan: Aquele rapaz da praia é o seu namorado?

Miranda: Não é... (Uma voz a chama e se aproxima).

Micaela: Minha filha? O que você faz aqui e com esse rapaz? 

Miranda: Mãe?! Eu estava pegando um folheto com ele é só isso. (Sem jeito e com o rosto avermelhado).

Juan: É isso mesmo senhora, ela só estava pegando um folheto comigo. (Decepcionado).

Micaela: Mais você não precisa ficar pegando esses tipos de folhetos por aí. Dê-me aqui deixe- me ver do que é isso. De loja de construção?

Juan: Fui eu quem lhe entreguei, eu acho que ela nem imaginava do que se tratava. Á deus Miranda. (Se retirou se sentindo mal).

Miranda: Á deus, Juan.

Micaela: Eu não quero te ver novamente com aquele pobre. Vamos embora pra casa.

Miranda: Vamos, mas antes eu tenho que chamar a Bárbara.

Micaela: Vai lá eu vou ficar te esperando no carro.


Cena 33. Juan (Em pensamento) Porque ela pelo menos não disse que era minha amiga. Eu vou desistir desse sentimento e seguir minha vida.


Bruna: Já entregamos quase tudo, já podemos ir embora agora.

Alonso: Onde você estava Juan?

Juan: Eu tinha ido entregar para aquele lado do shopping.

Bruna: Você está bem? Está com uma cara.

Juan: Eu estou com a cara de sempre.


Cena 34. Uma semana depois. (Mansão key)

Miranda e seus pais jantando. 

Micaela: Falta pouco para a sua formatura. Você vai querer dá uma festa?

Miranda: Eu não me decidi ainda, mãe.

Álvaro: Mais é claro que tem que fazer uma bela festa. Não é todo dia que se forma não.

Micaela: Eu também acho que você tem sim que fazer uma festa pra comemorar essa sua conquista, filha.

Miranda: Eu já disse que ainda estou decidindo que saco. (Se retirou estressada e subiu para quarto).

Miranda (Narrando) Subi para meu quarto e me deitei, eu estava triste e decepcionada comigo mesma por mentir da última vez que estive com o Juan e não dizer que nós éramos pelo menos amigos, talvez minha mãe aceitasse nossa amizade, daí ia ficar mais fácil da gente ficar juntos. Uma semana indo e voltando da faculdade e saindo com minhas amigas e não o vi mais. Já sentia a falta dele.


Cena 35. Casa da Vovó Dolores (Ainda noite).

Bruna: Vovó eu trouxe meus amigos para a senhora conhecer.

Vovó Dolores: Oi rapazes! Entre e fique á vontade, a casa é de vocês.

Juan: Obrigado vovó Dolores!

Alonso: Olá, vovó Dolores! Como vai a senhora? A sua neta fala muito bem da senhora.

Vovó Dolores: Eu vou bem, meu filho! Essa minha neta é tudo na minha vida.

Bruna: Viram como ela é um amor.

Alonso: Então vovó, a Bruna, me contou que a senhora falou com ela sobre uma história aí e que parece com a minha.

Vovó Dolores: É meu filho contei sim, mas eu não sei se tem haver com você. Mais me conta sua infância. Quem sabe eu não possa te esclarecer alguma coisa.

Alonso (Narrando) Eu contei minha vida para a vovó Dolores e depois ela contou á história que ela sabia. E sim era mesmo a história da minha vida mais com mais detalhes e mistérios. Fiquei muito triste em saber que o homem que é meu pai é o principal suspeito de tê-la envenenado.

Bruna: Eu sinto muito Alonso dessa triste e cruel história ser a sua.

Juan: Eu também sinto, mas quero que saiba que você pode contar comigo para descobrir quem é esse homem.

Alonso: Vovó! Se a senhora o vê o reconheceria?

Vovó Dolores: Meu filho! Eu estou velha, mas não estou cega e nem caduca. É lógico que sim. Ele com certeza deve esta muito mais velho agora. Mais a face de mal dele é inconfundível.

Alonso: E a senhora não sabe nem o nome dele?

Vovó Dolores: Eu não sou cega, mas também não sou uma máquina. O nome dele eu sabia mais me esqueci. Eu só conseguirei- me quando o ver face a face.

Bruna: Isso será impossível, pois só pelas características que a senhora falou não serve.

Juan: Sei lá vai que ele seja famoso e apareça em revistas, programas de tv?

Vovó Dolores: Quase que o nome dele veio á minha memória, ai quase. Minha mente já não é mais a mesma de alguns anos atrás, meus filhos!

Bruna: Não se esforce vovó. Quando a senhora menos esperar você vai lembrar.

Alonso: A sua neta tem razão. Eu não quero que a senhora se esforce demais.

Juan: É vovó. Já está ficando tarde, nós já vamos. Boa noite Vovó Dolores.

Vovó Dolores: Vão com Deus e boa noite, meus jovens!

Bruna: Até amanhã! Oh! Amanhã temos que visitar a instituição bem cedo hein!

Juan: Não me esqueci, estaremos lá. Tchau!


Cena 36. Dia seguinte (Faculdade Leopoldo Goulart) Pela manhã.

Miranda: Eu estava pensando em faltar á faculdade e ir á instituição. O que vocês acham meninas?

Letícia: Só se você for com a Bárbara ou sozinha. Eu jamais colocaria os meus pés lá.

Bárbara: Quer saber! Eu vou com você. Vamos aproveitar que nenhum professor nos viu e ir logo.

Miranda: Sim vamos. E só espero não me emocionar.

Bárbara: Eu vou estar com você e não fica pensando nisso. Caso precise meu ombro é todos eu amiga.

Letícia: É vão logo! 


Cena 37. Instituição de crianças com câncer.

Juan: Chegamos. Vocês trouxeram os brinquedos?

Bruna: Sim está tudo aqui na sacola.

Alonso: Eles vão adorar nossos presentinhos.

Juan (Narrando) Quando chegamos para visitar as crianças elas ficaram muito felizes, logo mostramos os brinquedos e dividimos entre elas. Elas começaram a brincar com bonecas, outros com carrinhos e bolas. É tudo brinquedo barato, mas elas nem se importaram.

Cena 38. Miranda e Bárbara chegam á instituição (Com brinquedos e outros mimos).

Miranda: Ainda bem que nós decidimos vir cedo. Deu tempo de comprar essas coisas para as crianças. Eu estou muito ansiosa é a primeira vez que eu venho aqui.

Bárbara: Você não precisa ficar nervosa. São crianças normais, apenas estão passando por um momento difícil e doloroso de suas vidas.

Miranda (Narrando) Eu e a Bárbara entramos e começamos a dá os presentes para as crianças, eu fiquei com os olhos cheios de lágrimas em vê-las carecas e com um semblante triste. Bárbara percebeu que eu estava emocionada e pediu a uma assistente para eu ficar numa sala vazia e eu fui.

Miranda: Bárbara você é um amor de pessoa, eu te adoro. Você é minha melhor amiga.

Bárbara: Você quer que eu vá com você?

Miranda: Não eu preciso ficar um pouco sozinha. (Começando a chorar).

Bárbara (Narrando) Miranda foi para essa sala vazia e eu continuei com as crianças e foi quando eu percebi o Juan e seus amigos. Eu me aproximei deles.

Bárbara: Oi Juan! Vocês aqui?

Juan: Olá! Você é amiga da Miranda, não é?

Bárbara: Sim sou.

Bruna: Nós quando podemos sempre aparecemos por aqui para alegrar a garotada.

Juan: E você o que faz aqui?

Bárbara: A Miranda ajuda essas crianças e hoje resolvemos vir aqui.

Alonso: Legal da parte dela.

Juan: É muito legal mesmo. Eu não imaginava que ela tinha um coração capaz de ajudar os outros.

Bárbara: Eu não entendo, a Miranda é a melhor pessoa do mundo.

Juan: Você tem certeza?

Bárbara: Eu posso falar com você em particular, Juan?

Juan: É claro. (Se afastaram).

Bárbara: Você tem essa má impressão dela por causa do envelope que ela te entregou?

Juan: Não do envelope eu acredito que talvez ela não soubesse mesmo, mas depois eu fui á faculdade me declarar pra ela e descobri uma coisa que me fez mudar de ideia. Eu  me decepcionei muito com sua amiguinha.

Bárbara: Seja lá o que for é tudo mentira. Não é porque ela é minha amiga, mas ela é pura e tem um bom coração. Tanto que ela está triste aqui do lado nessa sala emocionada com o que ela viu aqui.

Juan: Será que eu me enganei e fui precipitado em julgá-la daquela maneira?

Bárbara: Vai até lá e mude isso. Eu sei que ela vai gostar de falar com você nesse momento.

Juan (Narrando) Depois da conversa esclarecedora que tive com a Bárbara não pensei duas vezes e fui até a sala onde Miranda se encontrava. Bati na porta de leve e entrei.


Será que dessa vez Juan e Miranda irão deixar o amor falar mais alto? (Continua...)


domingo, 1 de setembro de 2024

Amor Avassalador - Capítulo 4



                                                        (Apresentação da tese de Miranda)


Cena 15. Shopping Evento sobre a pobreza no Mundo e o Teatro de rua. (200 pessoas presentes).

Miranda: Nossa amigas! Eu estou muito nervosa. Isso aqui está lotado. (Com o trabalho escrito em mãos).

Bárbara: Não fica assim, afinal nossa tese ficou muito boa.

Letícia: E também foi você quem quis lê e é claro que ia lotar pobre adora um shopping e ainda mais quando tem boca livre.

Miranda: Não fala assim, Letícia, somos todos iguais e cada um tem o seu valor. E a tese fala sobre isso e você não aprendeu nada com nossos estudos?

Miranda (Narrando) Quando deixei minhas amigas e fui até o palco no meio do shopping da minha família, eis que quando estava quase terminando de falar sobre a pobreza e citando uma maneira de ajudar os mais humildes, aparecem três pessoas vestidos de mendigos e encenando uma peça em forma de protesto contra os donos do shopping, não demonstrei, mas fiquei orgulhosa em vê que há pessoas batalhadoras no mundo. Uma confusão iniciou e os seguranças do shopping queria colocá-los para fora, no meio desse tumulto reconheci o Juan e fui tentar ajudá-lo para tirar a má impressão que ele tinha de mim:

Miranda: Podem soltá-lo! Por favor! Eu já disse soltem-no imediatamente.

Juan: Vocês não a ouviram? Me solta!

Miranda: Você está bem? (Preocupada).

Juan: E isso faz alguma diferença pra você? (Irritado).

Miranda: Eu... (Foi interrompida e acabou levando um soco na nuca no meio da confusão que ainda estava a todo vapor).

Juan: Ei! Você está bem? (Com o coração apertado e passando a mão carinhosamente em seu rosto). Você desmaiou com a pancada na cabeça.

Miranda: Ai! Minha cabeça dói. (Colocou a mão atrás, na nuca).

Letícia: O que você fez com ela? (Gritando).

Juan: Eu não fiz nada.

Miranda: Ele não me fez nada, eu tomei um soco na nuca.

Letícia: Seguranças? Rápido coloque esse abusado pra fora imediatamente.

Juan (Narrando): Os seguranças me arrastaram e me levaram até o estacionamento e me deram uma surra e depois me deixaram na rua.

De volta ao shopping.

Miranda: Porque você fez isso? Ele estava me ajudando. Isso foi muita maldade da sua parte. Diga-me, por quê?

Letícia: Eu pensei que ele estava tentando te fazer algum mal e eu só quis ajudar.

Bárbara: O que foi gente? Eu estava olhando lá do outro lado, não entendi nada.

Miranda: Não foi nada, eu levei uma pancada na cabeça, o Juan estava me ajudando e a Letícia entendeu tudo errado e mandou os seguranças o expulsar do shopping.

Bárbara: Eu não acredito que você fez isso.

Letícia: Eu fiz mesmo, eu não entendo porque a Miranda fica dando confiança para aquele pé de chinelo.

Miranda: Eu estou cansada, vamos pra casa. Hoje meu dia não foi tão bom. Graças á Deus que meus pais não viram o que aconteceu aqui, porque eles estão ocupados no escritório numa reunião importante.


Cena 16. Apartamento de Alonso (Ainda dia).

Alonso: O que foi que aconteceu? Eu estava ocupado tentando escapar dos seguranças e nem vi direito.

Juan: Foi isso o que eu disse. Eu estava sendo posto pra fora do estabelecimento quando aquela garota Miranda chegou pra me ajudar e no meio da confusão alguém naquele apavoramento a acertou na cabeça.  Aquela amiga dela, eu acho que se chama Letícia chamou os seguranças novamente e eles me levaram para o estacionamento e me deram uma surra.

Bruna: Nossa porque você não fugiu antes?

Juan: Não deu tempo, mas eu estou bem agora.

Juan (Narrando) No meio da conversa alguém bate na porta, minha amiga Bruna vai atender. 

Juan: Quem é Bruna?

Bruna: É a garota do envelope.

Juan: Eu não quero vê-la (Gritou).

Miranda: Ouvi que você se chama Bruna. Então Bruna, por favor! Deixa-me entrar? Eu preciso me explicar com ele. Eu vim aqui rápido e preciso ir pra casa o mais breve possível.

Bruna: Está bem, entra!

Alonso: Então você é a Miranda (Sente algo diferente).

Miranda: Sim sou eu. (Seus pelos dos braços ficam arrepiados).

Juan: Eu disse que não queria vê-la. Como você é insistente.

Miranda: Eu te peço que me deixe explicar. Tudo que esta acontecendo é uma enorme confusão. É tudo um mal entendido.

Juan: Por favor! Se retire eu não quero ser mal educado com você, mas eu não quero te escutar.

Miranda: Eu sinto em saber que você não é como eu pensei, eu peço desculpas por ter vindo te incomodar sabendo que você está machucado e por minha culpa.

Bruna: Eu te levo até a porta.

Miranda: Obrigada! Você é muito simpática.

Juan (Narrando) Antes que Miranda saísse porta a fora me levantei sentindo dor e conseguir alcançá-la pelo lado de fora.

Juan: Miranda!

(Tema Escondidos- Chenoa e David Bisbal)

Miranda: Juan!

Juan (Narrando) Nós nos aproximamos lentamente e não falamos nada, apenas deixamos nosso amor nascer e nos beijamos apaixonadamente. Pequei e corri a mão em sua nuca e acariciei seus cabelos cheirosos e brilhantes. Nossa respiração estava ofegante e parecia ser uma só. Mas logo me lembrei dos últimos acontecimentos e me afastei.

Miranda: Não precisa falar nada, eu sei que você mesmo depois desse lindo beijo, ainda pensa que eu sabia o conteúdo daquele envelope.

Juan: Eu sinto muito, mas você é filha daquele canalha e mesmo que você não faça parte desse mundo cruel e egoísta, eu jamais estaria a sua altura.

Miranda: Você realmente não me conhece e não deixa que eu te mostre como eu realmente, sou. Adeus, Juan!

Juan (Narrando) Eu sabia que Miranda era uma pessoa com um coração puro, senti isso em seu doce beijo. Sobretudo, ela não merecia ficar comigo e sofrer com a pressão de sua família que jamais iria nos aceitar como namorados. Deixei-a ir com meu coração dilacerado e querendo que ela ficasse.


Cena 17. Mansão Key (Noite com uma bela lua).

Miranda (Narrando) Daqui do meu quarto a vista é linda, tudo está mais lindo pra mim, essa lua, a vida. Aquele beijo que nós demos foi sincero e eu senti que ele também gosta de mim, mas não quis assumir que estamos nos amando.

Micaela: O que foi minha filha?

Miranda: Nada mãe. Só estou observando a lua e a cidade lá fora tão calma e pensando na vida.

Micaela: Eu estou te achando diferente. Se acontecer alguma coisa você pode me falar, eu não vou brigar com você.

Miranda: Eu já disse, não aconteceu nada.

Micaela: Assim eu espero. Boa noite, filha!

Miranda: Boa noite, mãe!

Cena 18. Barzinho perto do Apartamento do Alonso (Ainda noite).

Alonso: Cara! Nós viemos aqui pra tomar uma e você está aí pensando na morte da bezerra.

Juan: Eu estava pensando na Miranda, eu acho que estou gostando dela.

Alonso: E o que tem?

Juan: Ela é rica e seus pais são meus inimigos. Já se esqueceu?

Alonso: Esqueça isso pelo menos por um minuto e tenta ser feliz com a garota que mexeu contigo.

Juan: Você tem razão. Eu vou procurá-la amanhã na faculdade e me declarar para ela, vou até levar uma flor.


Cena 19. Escritório do shopping Key.

Álvaro (Pensando) Eu tenho que ir até o interior e vê se aquela senhora que sabe meu segredo já morreu ou ainda está viva. Se ela estiver viva vou ter que acabar com ela, se não ela poderá acabar com minha vida. Ninguém pode saber que eu tenho um filho e que...


Cena 20. Quarto de Micaela.

Micaela (Narrando): Depois que deixei minha filha toda estranha em seu quarto fui para o meu, entrei embaixo da ducha com aquela água morna escorrendo por todo meu corpo. Enxuguei-me e coloquei minha camisola de seda e me deitei, cochilei e logo despertei e Álvaro ainda não havia chegado do escritório.

Cena 21. Faculdade Leopoldo Goulart. (Dia, no pátio).

Bárbara: Nossa hoje você está com o semblante mais leve e feliz. O que houve?

Miranda: Não foi nada. Quer dizer! Aconteceu algo ontem que mexeu muito comigo, mas eu peço que você não comente com a Letícia, ela pode sem querer falar pros meus pais aí eu estou ferrada.

Bárbara: Confie em mi! Eu não irei comentar com a Letícia nem ninguém.

Miranda: Eu procurei o Juan pra me explicar e acabou que nós nos beijamos.

Bárbara: Ai amiga! E vocês então finalmente se entenderam.

Miranda: Eu vou te contar, mas não é como você está imaginando.

Letícia estava escondida atrás de uma pilastra e escutou toda a conversa entre Bárbara e Miranda:

Letícia (Em pensamento): Então ela não confia em mim, hoje eu começo meus planos para destruir essa chatinha romântica.

Letícia (Narrando): Eu me encontrava atrás da pilastra e pensei em ligar para a mãe da Miranda e contar tudo, é claro que eu ia aumentar um pouco os fatos, mas não foi preciso, algo muito melhor aconteceu. Juan apareceu no portão da faculdade e antes que ele e Miranda se vissem corri e fui ao seu encontro, o bobo estava com uma rosa vermelha na mão:

Letícia: Olá, Juan! Como vai?

Juan: Oi, Letícia! Eu estou bem e você?

Letícia: Eu estou ótima, melhor agora que você chegou. O que faz por aqui? A faculdade é cara, você vai se inscrever aqui?

Juan (Risos): Não. Eu vim procurar sua amiga Miranda. Você não a viu por aí?

Letícia: Na verdade eu já conversei com ela hoje e estou mega triste, pois perdi uma aposta aí que eu fiz com ela.

Juan: Desculpa, mas eu não quero saber das suas brincadeiras com ela, eu só preciso vê-la imediatamente.

Letícia: Mais a aposta é relacionada com você.

Juan: Como assim comigo?

Letícia: É isso mesmo, Juan. Eu e a Miranda apostamos se ela conseguiria dá um beijo no rapaz pobre da cidade e ela ganhou, olha aqui 1.000 reais que eu vou pagar para ela. (Risos).

Juan: Não pode ser eu pensei que ela gostasse de mim.

Letícia: Você não conhece a Miranda mesmo. Ela é mesquinha, falsa e manipuladora, eu te aconselho a ficar longe dela e daquela família.

Letícia (Narrando) Depois dessa mentirinha que eu falei para o Juan, ele jogou a rosa no chão e foi embora decepcionado, arrasado e o idiota acreditou completamente me mim. (Risos). Então sim fui até onde estava Miranda e Bárbara.

Bárbara: Onde você estava?

Letícia: Eu estava lá dentro retocando minha maquiagem. E aí, Miranda? Tem alguma novidade para nos contar?

Miranda: Não. Nada demais aconteceu.

Juan (Narrando) Caminhando desnorteado pelas ruas de Copacabana, eu não queria crer que aquela garota que foi me pedir desculpas era realmente como sua amiga havia descrito. Para esfriar a cabeça e as pessoas não perceberem meus olhos cheios de lágrimas, passei na praia e dei um mergulho no mar. Depois saí da água e deitei um pouco na areia e acabei dormindo ali mesmo e tive um sonho com Miranda. Sonhei que ela saía do mar e vinha vestida de branco em minha direção e dizia que me amava e que ninguém ia nos separar.  Despertei com o corpo queimando, coloquei minha bermuda e minha regata e segui para o apartamento do meu amigo Alonso. (Tema Justin Guarini e Kelly Clarkson- Timeless).


Cena 22. Na sala de aula.

Bárbara: Miranda presta atenção na explicação do professor! (Baixinho).

Miranda: Eu não estou conseguindo, estou sentindo um aperto no coração, mas nem me pergunte, pois eu não sei o que é isso. 

Letícia: Será que você está com ameaça de infarto? (Baixinho e sorrindo).

Miranda: Não é esse tipo de aperto, não.


Cena 23. Mansão Key.

Micaela: Meu amor! Você nem me ligou e só chegou agora. O que houve? (Brava).

Álvaro: Desculpas! Mas eu tive que ir até o interior pegar algumas papeladas de uma propriedade que eu comprei.

Micaela: Tudo bem, mas da próxima vez vê se me liga. Eu fiquei a madrugada toda muito preocupada com você. Eu te amo e não quero que nada de ruim te aconteça!

Álvaro: Eu também te amo muito meu amor. Não precisa ficar preocupada eu já estou aqui.

Álvaro (Em pensamento) Menos um problema, a velha morreu e não tem como alguém descobrir meu passado e provar que eu tenho um filho e... (Abraçado à esposa).


Cena 24. De volta á faculdade. (Saindo da aula).

Letícia: Vamos pegar uma praia hoje, meninas?

Miranda: Até que não é uma má ideia, não.

Bárbara: É vamos, estou precisando pegar uma cor e deixar marquinha, os rapazes adoram.

Letícia: Os rapazes? Você fica com muitos garotos, Bárbara?

Miranda: É lógico que não, é o modo dela falar, não é Bárbara?

Bárbara: É obvio. Eu só fiquei com o Fernando. Eu não sou dessas que ficam com vários meninos. Falando nisso eu posso chamar o Fernando?

Miranda: Pode chamar sim estamos precisando nos divertir e quanto mais gente melhor.

Letícia: Vamos então e nos encontramos perto daquele quiosque de sempre, Bye meninas!

 

Cena 25. Apartamento do Alonso: (Saindo pra praia).

Bruna: Vamos logo, rapazes!

Juan: Espera! Eu estou dando uma caprichada na minha prancha.

Alonso: Já estamos indo!

Bruna (Em pensamento) Esses garotos reclamam quando nós demoramos, agora ficam demorando por causa de uma prancha. (Risos).


Cena 26. Praia de Copacabana. (Alonso, Bruna e Juan depois chegam Miranda, Bárbara, Fernando e Letícia).

Bruna: Meu Deus! (Surpresa). A praia está lotada.

Juan: Mas a praia daqui é sempre assim.

Alonso: É mesmo, você ainda não se acostumou?

Bruna: É lógico que me acostumei, apenas fiz um comentário.

Juan: Vamos pegar uma onda?

Alonso: É lógico, só se for agora.

Bruna: Vão eu vou ficar aqui e depois vou dá um mergulho, o sol está de rachar. Ufa!

Cena 27. Grupo da Miranda mais a frente.

Bárbara: Que bom que você veio com a gente, Fernando.

Fernando: Eu não ia perder essa, eu vou surfar e depois podemos dá um mergulho o que você acha?

Bárbara: Tudo bem.

Letícia: Eu vou ficar aqui e nem me chamem para mergulhar porque eu não vou. Tem muitas pessoas e não quero pegar doença. (Deitada com óculos e ouvindo música no celular).

Miranda: Eu vou mergulhar, está muito calor e depois Fernando você me empresta sua prancha? Vou tentar surfar.

Fernando: É claro, eu já volto.

Bárbara (Narrando) Fernando foi surfar e ficou eu, Miranda e Letícia o observando surfar muito bem e muito lindo.  Depois de um tempo surfando Fernando volta e eu e ele fomos mergulhar e no mar não aguentamos de prazer em encostar nossos corpos um no outro, começamos a fazer sexo dentro da água. Sobretudo, discretamente.

Letícia: O que aqueles dois pensam que estão fazendo?

Miranda: O que foi Letícia?

Letícia: Vai dizer que você não percebeu que eles estão transando?

Miranda: Nossa! Será? No mar e com a praia cheia, eu vou dá um toque na Bárbara.

Letícia: Não vai não. Deixa-os, se ela está fazendo é porque quer e é uma safada, não se dá o respeito em fazer sexo em público.


Cena 28. Grupo do Juan.

Juan: Aquele casal ali na frente, na água. Não se largam e não saem da água.

Bruna: É mesmo! Estão muito apaixonados.

Alonso: Apaixonados! (Exclamou). Eles estão é fazendo sexo.

Bruna: Nossa que isso, não podiam esperar chegar em casa ou num motel, sei lá. Eu acho muita falta de respeito isso.

Juan: Eu também não concordo com isso. É desrespeitoso!

Alonso: Eu não acho.

Juan: Eu vou surfar mais um pouco e depois vamos embora.

Alonso: Vai lá, cara! Eu vou ficar aqui conversando com a Bruna.

Juan (Narrando) Peguei minha prancha e entrei no mar, olhei ao redor e mesmo com a praia lotada percebi uma garota de costas tentando surfar, me aproximei e toquei em suas costas, ela se virou lentamente e quando vi quem era meu coração disparou.

Miranda: Oi?

Juan: Desculpa! Eu não sabia que era você.

Miranda: Tudo bem! Mas que coincidência, você na acha? Encontrarmos-nos aqui?

Juan: É pode ser. Então tchau! Eu vou surfar um pouco.

Miranda: Espera! (Segurou em seu braço). Você não quer me ensinar a surfar?

Juan: Não depois do que você e sua amiga me aprontaram. (Puxou o braço e foi surfar).

Miranda: Eu e minha amiga? Meu Deus será do que ele estava falando? Alguma coisa de errado está acontecendo, eu nunca faço nada e para ele eu sempre fiz algo.

Miranda (Narrando) Depois de mais um fora que levei do Juan fui tentar surfar e ele estava mais a minha frente surfando perfeitamente. Eu como sou curiosa e teimosa joguei e prancha na água e quando fui pra subir nela levei um caldo e o mar me sugou para o meio, fiquei desesperada e gritei por socorro e uma onda enorme me fez bater a cabeça eu desmaiei. E quando acordei eu estava nos braços do Juan, ele com um semblante preocupado e minhas amigas e o Fernando em volta e os amigos dele.

Miranda: O que aconteceu?

Juan: Você foi arrastada por uma onda e bateu a cabeça no fundo do mar. Você está bem? Sente alguma coisa?

Miranda: Eu estou bem agora. (Ficaram se olhando por um tempo).

(Tema: Timelles - Kelly Clarkson e Justin Guarini).

Letícia: Você pode deixar ela com a gente agora.

Fernando: É amigo, pode deixar que eu cuido dela.

Bárbara: Obrigada por salvar minha amiga.

Juan: Não precisa agradecer.

Bruna: Vamos embora!

Alonso: Suas amigas são gatas, hein Miranda?

Letícia: Somos lindas, mas meu querido, não fomos feitas para a sua classe.

Alonso: Nossa! Que garota metida.

Bruna: Eu já falei vamos embora logo.

Juan (Narrando) Mesmo depois de tudo o que a Letícia havia me falado sobre a Miranda eu ainda sentia meu coração palpitar quando estava perto dela. Ela me agradeceu por tê-la salvo e foi embora e sempre olhando para trás.


Um encontro emocionante hoje, hein! Será que terão mais encontros desses pela frente? (Continua...)


 

sábado, 24 de agosto de 2024

Episódio 6X01


                                                         (Charles e Victoria discutem)


Cena 016: Charles com um copo de whisky e Victoria se observando num espelho enorme com as bordas de diamantes na sala dando uma ajeitada nos seus lindos cabelos loiros, á tarde;

— Você está muito distante. O que está acontecendo com você? — pergunta Victoria.

— Não venha com suas paranoias. Por favor!Victoria, eu estou cansado e não estou com ânimo para seus comentários sem cabimentos. — Charles responde incomodado com a pergunta de sua mulher.

— Eu sinto que algo está te afligindo. Você nem consegue mais olhar dentro dos meus olhos. Você era carinhoso e vivia me dando amor e agora? — continua Victoria com a interrogação.

— Eu tenho trabalhado muito no colégio e não tenho tempo para ficar olhando para seus lindos olhos, minha querida!

— Diga-me você tem uma amante não é isso? — Victoria se aproxima e segura em seu braço.

— Você está ficando louca. — puxa o braço. —Eu não tenho amante nenhuma. — se retira e sobe para o quarto. 

— Eu vou descobrir e se você tiver me traindo eu não sei do que sou capaz. — resmunga Victoria. (Tema Yanni- Love Is All)


Cena 017: Quarto de Charles e Victoria. Charles recebe uma misteriosa ligação;

— Eu não posso falar agora, estou em casa e minha mulher pode nos ouvir. — Charles falando ao celular. —Amanhã nos encontramos. Tenho que desligar. Tchau meu amor! — Charles desligar o celular e senta na cama, em seguida Victoria entra no quarto, desconfiada e vai para o banheiro. (Tema Feel Again - OneRepublic)

— Meu amor venha tomar um banho comigo. — Victoria grita do seu banheiro luxuoso e com uma enorme banheira.

— Eu já tomei banho deixa para outro dia. Agora eu só quero deitar e dormir. — responde e se cobre com seu ededrom até o pescoço.


Cena 018: Melanie volta ao Parque Golden Gate.

Melanie senta-se na mesma praça do primeiro dia que chegou a cidade, pega um livro em sua bolsa e começa a ler e ao mesmo tempo com seu fone escutando (Katy Perry: Roar) Distraída a jovem não percebe quando Alec chega e se próxima dela, o rapaz senta ao seu lado e toca em seus cabelos;

— Nossa que susto! — assustada com o coração batendo aceleradamente.

— Desculpa! Não queria te assustar, mas você estava tão linda concentrada aí lendo. — responde Alec.

— O que você quer? Não basta ter me feito passar por vagabunda para o colégio todo? — pergunta a jovem magoada.

— O que eu tenho que fazer para você confiar em mim? 

— Simplesmente não há nada que você faça que irá  fazer com que todos esqueçam aquele vídeo. Agora me deixa terminar de ler meu livro. — afirma Melanie.

— Posso ao menos saber que livro você está lendo? — pergunta Alec.

— Eu estou lendo “Uma Longa Jornada” do escritor Nicholas Sparks. É a história de dois casais: Ira e Ruth, que lembram sua história de amor de tantos anos; e Sophie e Luke, que acabaram de se conhecer, mas perceberam imediatamente uma forte ligação que mostra que devem lutar para ficarem juntos.

— Eu adoro essas histórias românticas. — responde Alec e tenta uma aproximação com a meiga e delicada Melanie.

— Você acabou com noventa e nove por cento do meu romantismo. — Melanie se levanta e passa a mão no rosto de Alec lentamente e vai embora com lágrimas em seus olhos. Tema Zendaya: Replay

Alec continua no parque se sentindo muito mau pelo ocorrido.


Continua...


sábado, 10 de agosto de 2024

Amor Avassalador - Capítulo 3

 


                          

                                              (Sonhos destruídos, deixando a casa teatro)


Cena 009.  Casa teatro (Dia) Deixando a casa. (6hs: 00min).

Bruna: Eu sinto muito!

Juan: Valeu Bruna.

Alonso: Não sinta, ele vai dividir o apartamento comigo, na verdade é um apertamento mais dá pra viver, afinal nós somos pobres mesmo e não ligamos para mordomias.

Juan: Eu só estou triste por causa da forma que a casa foi tomada de mim, mas vamos deixar isso pra lá e começar uma vida nova. Eu não deveria ter atrasado aqueles impostos, mas agora não adianta lamentar. Eu vou conseguir essa casa aqui de volta, pois é a única coisa que meu pai me deixou.

Bruna: E a aula como você vai fazer?

Juan: Eu estou pensando em fazer uma peça em céu aberto de preferência na praça para poder arrecadar dinheiro e continuar ajudando as crianças com câncer, o que vocês acham?

Alonso: Eu achei uma excelente ideia, Juan.

Bruna: Você não existe, Juan! Se eu não fosse sua só sua amiga me apaixonaria fácil por você. (Risos).

Juan (Narrando) Mesmo em meio á tristeza que me envolvia me senti feliz por saber que eu tinha os melhores amigos do mundo. Abraçamo-nos e senti que aquilo era verdadeiro e sincero. Antes de sair do local, olhei tudo em volta, meus olhos lagrimejaram, mas tentei ser mais forte do que pareço e saí de cabeça erguida, com os empresários do shopping Key me olhando com dó e desprezo.

(Tema: Camila- Coleccionistas de canciones).


Cena 10. Apartamento do Alonso. (7hs: 30 min.)

Alonso: Como você já sabe pode ficar a vontade, eu moro sozinho, minha mãe você sabe que foi envenenada quando eu era criança e fiquei sozinho depois que minha vizinha que cuidou de mim morreu e eu vim morar aqui e agora com você dividindo o aluguel comigo vai sobrar um dinheiro pra mim, o serviço lá na oficina não está nada bem.

Juan: É eu sei e sinto muito por sua vida ser tão cheia de tristeza quanto a minha.

Bruna: Gente, vamos falar de coisas boas. Lembra que você falou que queria fazer uma peça em um lugar público?

Juan: É lógico! Você tem alguma ideia, Bruna?

Alonso: Ela deve ter, essa garota é muito inteligente é um gênio, morena.

Bruna: Deixa de ser debochado, seu bobo! Eu pensei em fazermos a peça no shopping Key.

Juan: Mas logo no lugar onde aquele Álvaro é o dono?

Bruna: Sim, aproveitamos e fazemos uma manifestação. Ele não pode sair pegando as propriedades dos outros desse jeito.

Alonso: Concordo!

Juan: Você tem razão, eu quero ver a cara daquela patricinha, filha dele quando nos vê lá.

Cena 11. Faculdade Leopoldo Goulart. (8hs: 00 min.)

Bárbara: E como foi seu encontro com aquele rapaz? Ele é mais velho que você, não é?

Miranda: É sim, mas não muito. Eu deixei uma falsa impressão minha e nem consegui me explicar.

Letícia: E pra que? Você é rica, não precisa ficar se explicando pra ninguém, não.

Miranda: Eu sou rica sim, ou melhor, meus pais é que são os ricos. E você me conhece muito bem, sabe que pra mim todos são iguais.

Bárbara: É mesmo Letícia, nós sabemos muito bem que a Miranda não se importa com isso de classe social.

Miranda: Eu faço faculdade de Direitos Humanos é pra isso mesmo, entender e tentar ajudar os mais necessitados.  Vocês sabem que eu ajudo aquela instituição de crianças com câncer.

Letícia: É ajuda, mas nunca foi até lá.

Bárbara: O que importa é que ela ajuda.

Miranda: Eu não fui até lá ainda, pois eu tenho receio de chorar e deixá-las ainda mais tristes, eu fico com muito dó, mas pra não passar isso a elas eu prefiro não ir, ainda.

Bárbara: Você tem razão em preservar as crianças. O que ia adiantar se você fosse lá e ao invés de passar alegria passasse tristeza a elas?

Letícia: Nossa! Vocês duas são muito sentimentais, ninguém aguenta isso. Meu Deus me dê paciência para aguentar essas duas frescas.

Miranda: Nossa tese já está pronta, eu não vejo a hora de apresentá-la no shopping do meu pai. Será que os professores vão gostar?

Bárbara: É lógico! Modesta parte ficou muito boa. (Risos).

Miranda (Narrando) Quando estávamos no meio da conversa meu celular toca e eu obviamente o atendo, é minha mãe.

Miranda: Oi mãe! O que foi?

Micaela: Filha! Hoje vamos dá um jantar para um amigo do seu pai, então da faculdade venha direto pra casa. Você entendeu?

Miranda: Tá, mãe! Eu entendi. (Desligou e celular e bufou).

Letícia: O que foi? Você ficou diferente depois da ligação da sua mãe.

Miranda: Meus pais vão dá um jantar para um amigo do meu pai e quando eles marcam alguma coisa e só me avisam em cima da hora é porque estão armando alguma.

Bárbara: Boa sorte, amiga!

Miranda: Boa sorte nada, vocês vão nesse jantar e quero vocês lindas.

Letícia: Eu irei e vou arrasar nesse jantar.

Bárbara: Eu vou, mas como o jantar é na sua casa, Miranda. Eu vou ir simples, mesmo porque ninguém consegue apagar sua beleza.

Letícia: Nossa Bárbara como você é puxa saco, hein!

Miranda: Meninas! Não precisam brigar, nós três somos belas. As três belas. (Risos).


 Cena 12. Mansão Key (O Jantar).

Miranda (Narrando) Minhas amigas Bárbara e Letícia vieram se arrumar aqui em casa, os convidados do meu pai já haviam chegado e nós ainda estávamos nos arrumando. Eu como já imaginava que talvez fosse algum pretendente que meus pais estavam arrumando pra mim, coloquei um vestido de festa mais simples, preto, acima dos joelhos e bem justo marcando minha cintura. Bárbara eu emprestei meu vestido mais lindo, branco, cheios de enfeites e com algumas pedrinhas que brilhavam. Letícia eu emprestei meu vestido amarelo também muito bonito e bastante chamativo. Quando acabamos de nos aprontar, fomos até os corredores e chegamos ao início da escada, olhamos e apenas Fernando iria jantar conosco. Eu no meio e minhas amigas cada uma de um lado descemos as escadas com muito estilo e percebi que o Fernando tinha olhos apenas para a Bárbara e isso me deu um imenso alívio.

Fernando: Boa noite, meninas! Vocês estão encantadoras.

Miranda: Olá, boa noite, Fernando, Obrigada!

Miranda (Narrando): Quando íamos descer o último degrau não sei como, mas Bárbara quase cai, no entanto, Fernando imediatamente a segura em seus braços, seus olhos se entrelaçam e rola um clima bonito e sincero entre eles, seus pelos do braço arrepiam e seus olhos estremecem.

Bárbara: Nossa! Eu tropecei, obrigada por me segurar, Fernando. (Sentindo o perfume dele). Nossa que garoto cheiroso! (Em pensamento).

Fernando: Não me agradeça, eu tenho um ótimo reflexo e quando vi que uma garota linda como você ia cair eu não pensei duas vezes e a segurei. (Segurando suas mãos e sentindo sua pele suave).

Letícia: Se ela caísse não iria se machucar, pois já estávamos no último degrau, no máximo iria quebrar uma unha. (Sorriu).

Micaela: Vamos nos sentar?

Álvaro: Isso mesmo, minha querida! Vamos.


Cena 13. Sala de jantar.

Álvaro: E os negócios do seu pai?

Fernando: Ele está muito contente, pois os rendimentos da fábrica vão super bem.

Letícia: E seu pai é dono de que?

Fernando: Ele é dono de uma petrolífera.

Micaela: E você Fernando, está namorando?

Fernando: Não senhora, eu ainda não encontrei a garota certa. (Olhando para Bárbara).

Micaela: Olha que fofo! A Miranda também está esperando um príncipe encantado. Quem sabe esse príncipe não seja você?

Miranda: Mãe, nós somos apenas amigos. Conhecemos-nos desde pequenos.

Fernando: Sim senhora, eu jamais ficaria com alguma garota só por que seus pais querem.

Álvaro: Desculpa minha mulher. Ela não quis dizer isso.

Letícia: E também a Miranda já está interessada em alguém.

Bárbara: Letícia!

Miranda: De onde você tirou isso, Letícia?

Álvaro: Você não nos disse nada, quem é o rapaz?

Micaela: É minha filha! Quem é? Ele é bem socialmente?

Miranda: Não é ninguém, a Letícia só está me tirando, não é, Letícia?

Letícia: É verdade senhora, eu estava brincando. Mas eu sei que a Miranda tem uma queda pela pobreza, eu não me surpreenderia se ela se apaixonasse por um pobretão desse aí da cidade. (Risos).

Miranda: Nossa! (Estressada).

Cena 14. Varanda da mansão.

Miranda (Narrando): Depois de um belo jantar. Eu, Bárbara, Fernando e Letícia ficamos conversando um pouco na varanda, com uma bela vista a nossa frente, a vista da praia alguns quilômetros á frente.

Fernando: Eu gostei muito desse jantar, mas gostei ainda mais de conhecer você, Bárbara.

Bárbara: Eu também adorei te conhecer.

Letícia: Vocês querem que eu e a Miranda saiamos para vocês ficarem mais à vontade?

Bárbara: É claro que não. Não precisa.

Fernando: Não seria uma má ideia.

Miranda: É Barbara! Nós vamos entrar e depois voltamos. Meus pais devem ter ido dormir e depois o Fernando a leva em casa.

Fernando: Você quer ficar aqui comigo para nos conhecermos melhor?

Bárbara: Tudo bem! Que mal há nisso?

Bárbara (Narrando) Miranda entrou e Letícia resolveu ir embora e eu fiquei a sós com Fernando. Não sei como, mas não falamos mais nada e começamos a nos beijar loucamente, sentimos uma forte atração um pelo outro. Eu não sou de fazer sexo no primeiro encontro, porém com o Fernando foi diferente. Ele abriu meu vestido com os dentes lentamente e me deixou apenas de calcinha, logo passou sua língua na minha orelha e foi descendo, percorrendo por todo o meu corpo, eu estava de costas para ele, então com sussurros e ofegante o mesmo encostou lentamente em mim e me virou para ele e nos beijamos, ele levantou minhas pernas e soltou seu cinto e suas calças caíram; ele me penetrou, senti em prazer inexplicável, gememos juntos de excitação ali mesmo na varanda, com uma bela lua clareando nossa relação sexual alucinante e bastante selvagem com direito e puxão nos meus cabelos, eu arranhei todo seu corpo sexy e sarado, uma loucura que eu adorei. Depois saimos sem nos despedir de Miranda. Fernando me deixou em casa e partiu. E eu quando entrei em casa tomei um banho relaxante e me deitei apenas de calcinha e dormi com um leve sorriso no rosto.

As coisas estão ficando picantes, mas será que a apresentação da tese de Miranda no shopping vai ser como ela imagina? (Continua...)